Voltamos...
Em minhas crises existenciais, em meus devaneios pluralistas, em minha ideias perdidas por minhas jornadas, sempre há um vazio enorme que não há como ser preenchido por coisa alguma.
Em minhas caminhadas pelas ruas de minha cidade, em meus encontros e desencontros com pessoas que provavelmente serão esquecidas, em meus abraços e beijos com aquela a quem amo estão a força que preciso para viver e evoluir.
Em minhas explosões (cada vez mais raras), de raiva, em minhas idiossincrasias, em minhas defesas de teses de buteco está a minha paixão pelo aprendizado do dia a dia.
Em minhas leituras das notícias de sempre, em minhas expectativas sobre os filmes que vejo e sobre os livros que devoro, em minhas audições das músicas que gosto estão meus olhares para as versões diferentes sobre um mesmo tema.
Em minha mania de me repetir, em minha maneira de expressar o que sinto, em como faço soar minha voz para me fazer compreender estão meus esforço para melhorar os que me rodeiam (não que eles necessariamente precisem disto).
Em minha cabeça agitada e hiperativa, em minhas mãos lapidadas para tecer os carinhos à quem quero bem, em minhas palavras ditas com paciência está a minha capacidade de querer sempre agradar àqueles a quem me são caros.
Em minha vida ainda com muito por vir, em minha trajetória com muito ainda por aprender, em minha avidez por conhecimento estão a minha vontade de ser hoje melhor do que fui ontem e amanhã ser melhor do que estou sendo neste momento.
Em tudo isto que escrevi aqui estão a minha vontade de fazer deste espaço algo que perdure, que faça diferença para quem o frequentar, que seja de alguma maneira útil para quem o ler, que estreite, de alguma forma, as relações entre quem escreve e quem vier e ler estes textos.
Seja bem vinda a sua volta www.pernilongo.com.br.
Que tenhamos mais de tudo que fizermos por merecer.
Junior de Souza, mora em Praia Grande, é Técnico em Telecomunicações, cursa Sistemas de Informação, toca violão e canta aonde for chamado, trabalha também fazendo free lances como Mestre de Cerimônias, Animador, Locutor, Radialista, pensa em um dia escrever e encenar um número de Stan-up (se o Ricardo Moura ajudar), ama sua namorada e seu filho loucamente e está feliz da vida por voltar a escrever aqui neste espaço.
Caraca!!! já se vão 4 mêses de sumiço... mas deixa estar... foi essa febre de Twitter que me atingiu e me deixou meio deslumbrado...
Mas como estou de férias na Facu e preciso exercitar a escrita (TCC vem aí!!!). Postarei algumas coisas que andei escrevendo no microblog mais famoso do momento.
Era uma vez um homem é uma mulher que não se conheciam, mas já se amavam...
Eram tempos em que as pessoas se conheciam sem se ver, mandavam beijos, mas não beijavam, se abraçavam sem se tocar.
Mesmo assim esse amor que existia sem que ninguém soubesse de sua existência estava fada a ser posto à prova.
Nas voltas que as vidas desses dois resolveram dar, eis que depois de muito se falarem apenas com palavras escritas, eles se encontraram... e o tempo parou para que a primeira troca de olhares fosse eternizada.
Sim, o tempo parou para que eles pudessem descobrir pela primeira vez como seria poderem se tocar, sentir o cheiro um do outro, poder se beijar (mas ainda não eram beijos de amantes, eram beijos de amigos), e descobrir que o amor que sempre procuraram desde sempre estava por ser realizado.
Mas havia um problema... eles não estavam livres... não eram donos de seus destinos... não podiam se amar sem correr riscos.
Mesmo assim depois que a primeira oportunidade de ficarem a sós aconteceu, depois que o primeiro beijo foi dado, depois que os abraços se tornaram mais longos, depois que a vontade de estar perto um do outro aconteceu, os dois sabiam que suas vidas haviam de mudar para sempre, havia um amor ali sem limites, sem descrição, sem explicação, mas ali estava ele: o amor... puro, simples, eterno, invencível.
As descobertas que esse amor proporcionou mudou a maneira que ambos viam a vida, mudou a maneira que ambos viam o amor, mudou ambos.
Tudo era perfeito, tudo era certo, tudo era simples, tudo era tudo.
Mas as como nada de bom nesta vida acaba por acontecer facilmente, os dois também tiveram de lutar para poderem se amar em paz, para poderem ser felizes um ao lado do outro.
Houveram pessoas que lutaram contra esse amor, mesmo sabendo que ele não podia ser vencido.
Quando um amor desses é realizado não há o que fazer para que ele acabe.
Um amor desses independe da vontade de outrem para existir, para persistir, para se eternizar.
Um amor desses não precisa de aprovação ele só precisa ser o que é: amor.
Muitas vezes, sofremos tantas quedas em nossas vidas que acabamos por não acreditar na sorte mesmo quando ela nos abraça, acabamos por ter dificuldade para entender que um amor como esse pode existir, que ele pode acontecer conosco.
Foi assim que esse amor se tornou o que é hoje, foi assim que estes dois se tornaram um, foi assim que esse amor pôde ser entendido por eles sem dúvidas, sem medos, sem possibilidade de acabar.
Foi assim, depois de tudo e ainda com muita coisa para sentir, que estes dois puderam se olhar nos olhos declarar esse amor inexplicável e ao mesmo tempo tão simples.
E hoje quando a noite cai, ela deita no peito dele e adormece com a respiração calma, relaxada e feliz, desfrutando da tranqüilidade que só quem ama um amor dessa maneira pode conseguir.
E assim eles ficaram, ficam, ficarão... felizes para sempre.
Me indigno com as coisas e expresso o que acho sem agredir outrem.
Acho que se mais gente fizesse isso em todos os âmbitos da sociedade, seríamos um povo melhor.
Mas são quase 200 anos sendo tratados como gado, não se muda da noite ara o dia.
Demonstrar que se fica decepcionado com as porcarias que empurram-nos goela abaixo é demonstrar que não somos imbecis também.
Devagar, de grão em grão, as coisas acabam por mudar, o que não dá é pra ficar com cara de paisagem achando que não fazer coisa alguma é melhor do que fazer pouco.
Pouco é alguma coisa e muito melhor do que coisa alguma.
Me desculpe, Thiago, mas você está indo de um extremo ao outro.
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
Usar os imbecis que usam um politicamente correto distorcido para justificar suas cagadas (aliás como muitos usam a bíblia), não é o caso.
Não comcordo também com os Datenas da vida, acho que transformar a TV em uma janela para o mundo cão não é o caso.
Acho que não temos cultura e coisas interessantes na TV Globo por pura falta de culhões, pelo medo de arriscar.
Eles ficam esperando algo acontecer nas nanicas concorrentes para depois sair comprando as idéias com seu poder aquisitivo exacerbado.
Acho uma das maiores sandices o sucateamento da TV Cultura, um dos poucos nichos de inteligência da TV aqui em Sampa.
Acho que coisas doidas como as que MTV faz por não ter o compromisso com rotinas engessadas há mais de 40 anos são muito mais válidas do que ter os mesmos autores escrevendo as mesmas novelas há mais de 15 anos na Globo.
Não acredito no IBOPE, gostaria de saber como é que eu não conheço quase ninguém que perde tempo acompanhando novelas desesperadamente e os número me dizem exatamente o contrário.
Acho esse sistema falido, viciado, burro.
Façam você mesmo uma pesquisa olhando para o lado e vendo se os números do IBOPE são os mesmos nos jornais e no seu cotidiano.
Me desculpe, sinto mesmo vergonha alheia de ver gente fazendo papel de imbecil na frente das câmeras, sinto vergonha alheia pelo Bial ter de ficar falando merda para gente descerebrada.
O BBB não é o principal problema, é apenas o problema da vez... a TV aberta precisa de uma mudança de mentalidade.
Há que se seguir o exemplos legais que vem de fora.
Temos sim capacidade para fazer coisa melhores ainda do que a maioria dos enlatados americanos (O Auto da Compadecida é um exemplo de produto de qualidade feito para TV).
Precisamos mesmo matar a Odete Reuteman todo ano nas novelas de gosto duvidoso escritas por gente cansada e sem idéias arejadas há tempos?
Pra mim não dá mesmo. Sou chato pode dizer, mas me recuso peremptoriamente a achar que entretenimento não pode ter qualidade só porque é mais fácil alguém jogar merda na minha sala através da tele de TV do que usar a cabeça e a estrutura para fazer algo digno de nota.
E só para vocês terem uma idéia de como as coisas funcionam lá fora, basta se ver como nascem e se mantém seriados como "The Big Bang Theory" para notar que outro problema enorme aqui é o corporativismo e o nepotismo nas bastidores de TV.
Cada piada de Sheldon tem pelo menos uns 15 caras a escrevendo, que serão trocados quando se tornarem repetitivos e o seriado será cancelado quando se notar que não segura mais a onda, quando será substituído em todas a sua estrutura, com novos atores, produtores, roteiristas, etc.
Aqui Manoel Carlos nos conta a mesma história em São Paulo, No rio de Janeiro, no Sertão Nordestino, no Rio Grande do Sul, No Mato Grosso, No Ceará e só eu que percebo o imbróglio?!?!?
Ou eu sou burro demais para entender isso tudo aí ou preciso desligar uma parte considerável do meu cérebro para nem perceber a falta de qualidade daquilo que tentam me empurrar goela abaixo.
Pera lá.
Três mêses longe disso aqui... estava com saudades.
Meus hiatos tinham de ser menores.
Estão chegando as provas...
O Twitter é engraçado... por enquanto é só isso que tenho pra dizer... deve ser porque só tenho dois sequidores...
E o ano passou com uma velocidade que eu não tenho como mesurar.
Passou por mim como algo que não permitiu que eu tivesse a noção daquilo que perdi ou mesmo precisaria fazer.
Parece que daqui para frente as coisas assim serão.
Não me importa que os momentos ruins se escoem por entre meus dedos, me importa sim que os momentos que me aprazem não fiquem marcados em minha memória como gostaria que ficassem.
Vou me agarrar a eles... mesmo correndo o risco de não mais tê-los com a mesma freqüência que os tinha antes.
Minha vida é boa... até nos momentos ruins... até porque o que há de ruim não me incomoda aponto de me deixar de poder sorrir pra todos que mereçam meu olhar.
Vou me corrigir, me fortalecer, me fazer menos dependente das coisas que me fazem bem, pra que seu vir a perdê-las poder voltar a ser feliz sozinho no meu rumo sem a incômoda vontade de largar essa passagem para trás como outrora.
Essa não é uma sensação que me agrada nem mesmo na mais leve lembrança do que passei na depressão que me acometeu há uns dois anos atrás.
Sou melhor do que isso, vou sempre ser melhor do que isso, preciso ser melhor do que isso, estarei sempre acima disso.
Não quero viver para sempre... quero ser feliz plenamente enquanto estiver por aqui.
Cria-se uma espectativa em cima daquilo que se ouve sendo dito em nossa direção.
Se o que é dito de repente é desdito a decepção, a confusão, o medo de se perder o rumo aparece com uma força avassaladora.
Não gosto de voltar atrás em coisa alguma que falo.
Principalmente quando o que digo vai de encontro àqueles a quem amo.
Mas este sou eu...
Dilma abre 20 pontos de vantagem para Serra... Lula deve ir mesmo para o terceira mandato já no primeiro turno.
Enquanto isso a disputa pelo governo de São Paulo é liderada pelo picolé de chuchu (obrigado Zé Simão), e Mercadante tenta... não sei o quê... mas tenta.
Sou... o que era mesmo que eu achava que eu ara?
Era... mas será que não sou mais?
Vou falar... mas aonde estão as palavras que eu iria usar?
Farei... mas aonde anda a vontade de minhas ações?
Irei... aonde se meu destino está completamente anuviado?
Tenho... o quê, se não sei o que posso possuir?
É melhor eu me calar...
Ando chato, ando tenso, meus dias têm se arrastado... ando incomodado... ando ansioso...ando, ando, ando, ando...
O fato de eu não ser uma pessoa de meios termos às vezes pega os outros de surpresa.
Consigo passar da calmaria à tempestade sem que nuvens sejam detectadas no céu de meu semblante.
É normalmente aí que as coisas ficam estranhas e tomam proporções desastrosas.
Da maioria desses rompantes eu até me arrependo... mas de outros não... e é exatamente isso que me assusta.
Sim, sim... por diversas vezes (e lá vai mais uma...) eu já disse aqui que este espaço me serve às vezes como válvula de escape quando alguma coisa acontece e não me agrada...
Acabo mesmo por usar esta ferramenta como um meio de extravazar as coisas que me incomodam, que me entristecem, já que não me dou mais ao direoto de ficar nervoso ou brigar por tudo e com todos como fazia antes do nascimento de meu filho.
Falava demais e, na maioria das vezes, desnecessariamente.
Hoje penso mais antes de dizer o que penso... mas tal tarefa nunca foi fácil de ser cumprida.
Mas andemos com a vida que ela é boa e anda maravilhosa para mim... o resto?
Eu penso em você... e tudo fica mais fácil.
Ficava maravilhado observando as sociedades perdidas formadas por grãos de areia sendo levados pelas ondas que insistiam em derrubar o castelos momentâneos formados em sua mente.
Se entristecia quando, por algum motivo qualquer, as coisas não andavam bem na disposição das folhas que caiam ao final de outono deixando as árvores esquálidas de identidade e forma.
Ainda não tinha percebido que muitas vezes as pedras podem ter idéias incríveis se colocadas ao lado de outras pedras que não podiam pensar.
O vento tirava do lugar as impressões deixadas no ar pelas nuvens que, ele tinha certeza, queriam lhe mostrar algo diferente daquilo que nunca poderia saber se existia de verdade.
Fugia das cadeiras que o queriam sentado para poder correr em direção de coisas novas a fim de que sua vida fosse alimentada por outros pensamentos.
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